Culpa

Enquanto as outras doutrinas investem
na culpa e no castigo ou punição
“ no mármore do inferno “,
o Espíritismo nos fala em
livre-arbítrio e responsabilidade, e essa
dualidade está condicionada ao
conhecimento e ao peso das ações.
Quem sabe mais está mais comprometido;
quem desconhece o peso
dos seus atos tem menos responsabilidade.
Isto é mais lógico e coerente com a razão,
demais somos todos vulneráveis, sem exceção.
Pessoas depressivas, por passarem muito
tempo observando, comentando e valorizando
coisas negativas, são mais suscetíveis a
possuir culpas. E a se martirizarem com
pequenas falhas, ainda ligadas ao pecado
venal, mortal e a lugares pré-determinados
ao morrer. Uma cultura e costumes que não
têm lugar nesse nosso mundo de
transitoriedade, entre idas e vindas, através
da reencarnação. Estamos neste mundo
de relatividade para aprender a nos
superarmos. Logo, culpa, remorso e castigo
são sentimentos que não devemos reter
em nossa alma, porque eles não nos ajudam
a crescer e a evoluir.
Refazer caminhos mal traçados, sim, faz
parte da nossa trajetória-liberdade e
responsábilidade são o nosso objetivo,
demais é seguir em frente, dando tudo de
nós em função da nossa vida para nos
conquistarmos e conquistar a fraternidade
neste belo mundo azul.

( Trecho extraído do livro
É tempo de semear )

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