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Comunicabilidade dos Espíritos:
Os
espíritos são seres humanos desencarnados.
Eles são o que eram quando vivos: bons ou maus,
sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos,
cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos.
Eles estão por toda parte. Não estão ociosos.
Pelo contrário, eles têm as suas ocupações,
como nós, os encarnados temos as nossas.
Não há lugar determinado para os espíritos.
Geralmente os mais imperfeitos estão junto
de nós, por causa de nossas imperfeições.
Não os vemos, pois se encontram numa
dimensão diferente da nossa,
mas eles podem ver-nos e até conhecer nossos
pensamentos. Os espíritos agem sobre nós,
mas essa ação é quase que restrita ao pensamento,
porque eles não conseguem agir diretamente
sobre a matéria. Para isso, eles precisam de pessoas
que lhes ofereçam recursos especiais;
essas pessoas são chamadas médiuns.
Pelo médium, o espírito desencarnado pode
comunicar-se, se puder e se quiser.
Essa comunicação depende do tipo de
mediunidade ou de faculdade do médium:
pode ser pela fala (psicofonia), pela escrita
(psicografia) , por batidas (tiptologia), etc.
Mas toda e qualquer comunicação não deve
ser aceita cegamente; precisa ser encarada com
reserva, examinada com o devido cuidado, para
não sermos vitimas de espíritos enganadores.
A comunicação depende da conduta moral
do médium. Se for uma pessoa idônea, de bons
princípios morais, oferece campo para a
aproximação e manifestação de bons espíritos.
Chico Xavier, por exemplo, era um bom médium,
pelas qualidades morais de que era portador.
A doutrina Espírita alerta as pessoas muito
crédulas contra as mistificações e os falsos
médiuns, que tentam iludir o público menos
avisados em troca de vantagens materiais.
Por isso, é importante que antes de ouvir
uma comunicação, a pessoa esclareça
a respeito do Espiritismo.
Allan Kardec
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